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#OCÉU179: A Bíblia versus o Secularismo – PARTE 106

Série de sermões expositivos sobre O Céu. Sermão Nº 179  –  O sexto dia da criação: a criação do homem (Parte 152).  Gn 1:27: a Bíblia versus o Secularismo (Parte 105). Pregação do Pastor Jairo Carvalho em 29/10/2025.

INTRODUÇÃO:

Estamos ainda analisando o Quinto Ciclo do Inferno de Dante em sua obra, A “Divina Comédia”, publicada no Século XIV. Depois de atravessar o círculo dos avarentos e pródigos, Dante e Virgílio descem para uma paisagem ainda mais desoladora: um vasto pântano lamacento e escuro, alimentado por uma fonte de água negra que ferve. Este é o Pântano do Estige, nome emprestado do rio do ódio da mitologia grega, mas transformado por Dante em um símbolo de estagnação espiritual. A lama e a água escura representam a natureza turva, sufocante e improdutiva da ira pecaminosa. Nesse pântano, o pecado da Ira é punido de duas formas distintas, correspondendo à ira exteriorizada (ativa) e à ira interiorizada (passiva ou acídia).

Os Iracundos Ativos (Punidos na Superfície)

Esses são aqueles que, em vida, expressaram sua raiva de forma violenta, explosiva e externa. Foram consumidos pela fúria, atacando os outros verbal ou fisicamente, dominados pelo ressentimento e pela agressão descontrolada. Dante os vê imersos na lama superficial do pântano, nus e com semblantes raivosos. Eles estão eternamente engajados em uma batalha feroz e sem sentido.

Atacam-se uns aos outros com fúria total: “Batiam-se não só com as mãos, mas com a cabeça, / com o peito e com os pés… rasgando-se aos pedaços com os dentes…” (Inferno VII, 113-116). O Contrapasso da Justiça Poética, onde a punição espelha perfeitamente o pecado. A tempestade de raiva que eles nutriam e expressavam externamente em vida tornou-se sua realidade eterna. Eles estão para sempre presos no ciclo de violência que criaram, imersos na sujeira de sua própria fúria, atacando e sendo atacados incessantemente. Sua condição externa reflete a feiura de sua alma em vida.

Os Acediosos / Iracundos Passivos (Punidos Submersos na Lama)

Esse é um dos insights mais geniais de Dante. Sob a superfície violenta, há outro grupo: aqueles cuja ira não explodiu para fora, mas implodiu para dentro. Eles não atacaram os outros, mas se consumiram em um ressentimento silencioso, uma amargura constante, uma tristeza mal-humorada e uma recusa em se alegrar com a vida e com o bem. Essa é a condição que a teologia medieval identificou com o pecado capital da Acídia (Acedia em latim).

Presos na lama, diziam: ‘Tristes fomos / no ar doce que do sol se alegra e respira, / carregando dentro uma fumaça de acres assomos: / agora, na negra lama, nos entristecemos.’ / Este hino eles borbulham na garganta, em sons carcomidos, / pois com palavras inteiras dizê-lo não podemos.” (Inferno VII, 121-126)

Em vida, eles foram “tristes no ar doce que do sol se alegra“. Eles se recusaram a apreciar a beleza da criação, a luz da graça de Deus, as alegrias simples da vida. Eles carregavam dentro uma “fumaça de acres assomos” (accidioso fummo), sufocando-se em seu próprio ressentimento e amargura silenciosa. A Acídia é uma tristeza espiritual profunda (tristitia de bono divino). Uma aversão às coisas de Deus. Um tédio da alma que leva ao desespero e à inação. A acídia é identificada pelas manifestações modernas do Burnout[1] (esgotamento) espiritual. 

A acídia medieval tinha um sintoma subliminar muito específico: o cristão desprezava o trabalho ordinário – oração diária, tarefas manuais simples, vida comunitária regular – e passava a alimentar a fantasiava sobre fazer algo grandioso em outro lugar. A Manifestação Contemporânea desse sintoma se manifesta no torpor do ordinário. Na tirania do extraordinário na cultura digital. No frenesi do FOMO (Fear of Missing Out- Medo de Ficar de fora). No vício da experiência máxima. A monumentalidade obsessiva.

Segundo a Dra. Anna Lembke – da Stanford School of Medicine, em “Dopamine Nation” (Nação Dopamina[2]) –, o problema, é que fomos bombardeados com tantos “picos” de dopamina (redes sociais, pornografia, entretenimento sem fim) que o nosso “limiar” de prazer mudou. Precisamos de estímulos cada vez mais intensos para sentir o mesmo prazer. O que era extraordinário (um culto poderoso) torna-se ordinário. Agora, precisamos de algo ainda mais intenso.

Isso é o mecanismo clássico da tolerância ao vício. E se aplica à nossa fé. Tornamo-nos viciados em “experiências máximas”.  Não conseguimos mais apreciar a beleza simples de um hino antigo, a alegria quieta da leitura bíblica, a graça de uma oração silenciosa. Buscamos “picos” emocionais — o maior congresso, influenciadores com milhões de seguidores, o pregador mais famoso, o louvor mais arrebatador – e, por essa razão, certas músicas faz mais sucesso que outras.

A Dra. Anna Lembke (Stanford, 2024) demonstra que o smartphone funciona como uma “agulha hipodérmica[3] digital“, entregando doses constantes de dopamina. Diferentemente das drogas tradicionais que causam picos de 300-1300% nos níveis de dopamina, a tecnologia causa aumentos “apenas” de 50-100% – mas de forma constante e sustentada, levando a uma forma mais insidiosa de dependência. Mas esses picos inevitavelmente deixam vales cada vez mais profundos. O ordinário da vida cristã se torna cinzento e sem sabor.

  1. A SANTIDADE DO ORDINÁRIO.

O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 10:31: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”. O apóstolo está dizendo que Deus será glorificado nas coisas ordinárias que fazemos. Ele não diz que será nas coisas extraordinárias. O verbo grego poieite (“fazei”) está no presente imperativo, indicando ação contínua e habitual. Paulo não está falando de momentos especiais, mas do fluxo constante da vida diária.  

O contexto imediato trata de questões práticas sobre alimentos e comunhão com os irmãos – questões absolutamente ordinárias da vida cotidiana em Corinto. A preposição eis (“para”) com doxan (“glória”) indica propósito e direção. Cada ação ordinária deve ser orientada para a glória de Deus. Isto transforma radicalmente nossa compreensão do sagrado e do secular.

Brother Lawrence (1614-1691), monge francês e crente piedoso, em “A Prática da Presença de Deus”, oferece o antídoto perfeito para a acídia:

“Não precisamos estar sempre na igreja para estar com Deus. Podemos fazer de nosso coração um oratório, para onde nos retiramos de tempos em tempos… Aquele que tem o hábito de falar com Deus, deixando de lado toda preocupação, não necessita de grande preparação… Podemos encontrar Deus tanto lavando pratos quanto recebendo a comunhão (Santa Ceia).”

O irmão Lawrence passou a maior parte de sua vida na cozinha do mosteiro, lavando pratos e preparando refeições e consertando sandalhas. Ele descobriu que a glória de Deus pode encher as tarefas mais simples se as fizermos com consciência de Sua presença.

O escritor G.K. Chesterton[4] (1874-1936) observou profeticamente:

“A extraordinária coisa sobre o cristão é que ele faz coisas ordinárias extraordinariamente bem… O problema do mundo moderno é que ele tornou as coisas extraordinárias muito ordinárias. Quando tudo é especial, nada é especial.”

A vontade de Deus é a nossa santidade cotidiana: é que façamos as coisas ordinárias de forma extraordinariamente bem.

Com Amor: O amor (agape) como princípio motor transforma a natureza da ação.

Com Gratidão: Reconhecendo cada tarefa e cada momento como um dom.

Com Integridade: Fazendo o certo mesmo quando ninguém está olhando.

Com Alegria e Paz: Como fruto do Espírito Santo habitando no crente.

Isso é o oposto da mentalidade moderna que busca significado apenas em grandes eventos, “experiências de pico” ou no extraordinário espetacular. Tal princípio despreza o valor do ordinário e da Prática da Presença de Deus (Para a Glória de Deus).

II. REDESCOBRIR O SAGRADO NO SIMPLES

Disciplinas Espirituais para Curar a Acídia Contemporânea:

  1. A Prática do “One Thing” (Uma Coisa de Cada Vez): Quando estiver fazendo algo, faça apenas aquilo. Sem celular, sem multitasking[5], sem “otimizar” o momento.

Lucas 10:41-42: “E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada.”

  1. Jejum da Documentação: Uma vez por semana, experimente algo bonito sem fotografar. Apenas esteja presente. Se uma experiência não foi postada, não quer dizer que ela não aconteceu.
  2. A Liturgia das Pequenas Coisas: Escolha uma tarefa doméstica simples (lavar louça, limpar, dobrar roupa, varrer) e faça-a como oração contemplativa, prestando atenção plena a cada movimento, oferecendo-a a Deus.

Colossenses 3:23: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens.”

  1. Gratidão pelo Ordinário: Em cada noite, liste coisas completamente ordinárias pelas quais você é grato: água potável, uma refeição simples, um momento de comunhão com família e igreja.

1 Tessalonicenses 5:18: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”

  1. O Sabbath Digital: Um dia por semana, desconecte completamente das redes sociais. Descubra o que emerge da oração e do silêncio[6] da meditação bíblica.

Êxodo 20:8-10: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus.”

Há uma Advertência Final: A acídia se alimenta da fantasia de que “lá” (outro lugar, outra situação, outra vida) é melhor que “aqui”. Que “então” (quando eu finalmente alcançar X) será melhor que “agora”.

Richard Rohr[7], em “Immortal Diamond” (2013), adverte:“A maioria das pessoas desperdiça suas vidas esperando por uma vida melhor. Elas não percebem que esta – esta vida comum, ordinária, frequentemente entediante – é a única vida que terão. Se Deus não está aqui, Ele não está em lugar algum. Se não é agora, nunca será.”

Cuidado, irmãos, para que os suspiros de nosso cansaço com o ordinário não se tornem as bolhas de nosso afogamento eterno na lama da insatisfação perpétua.

III. A PRODIGALIDADE DA ACÍDIA.

“E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.” (Lucas 15:25-32)

  1. A Psicologia da Acídia

O irmão mais velho apresenta todos os sintomas da acídia:

Ressente a graça estendida ao irmão

Serve ao pai mas com amargura, não alegria

Recusa-se a participar da festa (recusa do “ar doce”)

Contabiliza seus sacrifícios ao invés de celebrar a bondade do pai

O professor, psicólogo e teólogo Dr. Henri Nouwen[8] (1932-1996), em “O Retorno do Filho Pródigo” (1992), observa: “O irmão mais velho é o mais espiritualmente perigoso dos dois. O filho pródigo sabia que estava perdido. O irmão mais velho não sabe que está perdido – ele acha que está bem.” ( Lucas 15:25-32)

O termo grego orgisthē (v.28 – “se indignou”) indica uma ira profunda e duradoura, não um mero aborrecimento momentâneo. É a mesma raiz usada para a ira de Deus, mas aqui distorcida pela autocomiseração. A recusa em entrar (ouk ēthelen eiselthein) usa o imperfeito, indicando recusa persistente e contínua. Não é hesitação, mas determinação obstinada de permanecer fora da alegria. Sua declaração “douleuō soi” (“te sirvo”) usa o verbo para escravidão, não serviço filial. Ele se vê como escravo, não filho – a essência da acídia religiosa.

  1. A Cegueira da Autojustiça Acidiosa.

O irmão mais velho é o mais espiritualmente perigoso. O filho mais novo, cometeu pecados terríveis, mas os reconheceu e se arrependeu. Os pecados do irmão mais velho são “pecados respeitáveis“: orgulho, autojustiça, ressentimento, inveja, falta de alegria, incapacidade de perdoar, um coração legalista. São pecados que podem coexistir com uma vida exteriormente moral e religiosa. Eles são perigosos porque muitas vezes não são reconhecidos como pecado nem por quem os comete, nem pela comunidade.

O filho mais velho está fisicamente na casa do pai, mas seu coração está longe. Ele é um órfão espiritual dentro de sua própria casa. Sua relação com o pai não é baseada no amor e na graça, mas no serviço e no mérito (“Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento…”). Ele não se vê como filho amado, mas como empregado ressentido.

O filho mais novo sabia que estava perdido. O irmão mais velho não sabe que está perdido – ele acha que está bem. Esse é o cerne do perigo. O irmão mais velho está totalmente cego para sua própria condição espiritual. Ele se compara favoravelmente ao irmão (“este teu filho, que desperdiçou os teus bens…”) e se considera justo (“sem nunca transgredir o teu mandamento”). Sua identidade está baseada em sua performance moral e em seu senso de superioridade.

A autojustiça acidiosa do irmão mais velho se torna uma barreira impenetrável para a graça. Ele não sente necessidade do perdão do pai porque acha que não fez nada de errado. Pior ainda, ele ressente a graça estendida ao irmão pecador. Ele não consegue participar da alegria da salvação porque seu coração está cheio de amargura e senso de injustiça (“nunca me deste um cabrito...”).

  1. A Acídia é a Perda da Alegria: Ele vive na casa do pai, tem acesso a “tudo o que é [do pai]” (v. 31), mas não consegue desfrutar. Sua vida é de serviço ressentido, não de celebração filial. Ele está perdido na sua própria retidão. Essa análise é um alerta poderoso contra a acídia, o legalismo e a autojustiça dentro da igreja. Ela nos lembra que:

A obediência externa sem um coração transformado pelo amor e pela graça não agrada a Deus.

O ressentimento contra a graça de Deus estendida a outros pecadores é um sinal de profunda doença espiritual.

É possível estar “dentro da igreja” (na casa do pai) e ainda assim estar espiritualmente “perdido”.

A necessidade de reconhecer nossa própria pobreza espiritual e nossa dependência da graça é universal, tanto para o “pródigo” quanto para o “irmão mais velho”.

Em suma a perdição mais sutil, e talvez a mais perigosa, não é a da rebelião aberta, mas a da obediência ressentida, a da retidão sem alegria, a do coração que está tão cheio de si mesmo que não há espaço para a graça surpreendente de Deus.

III. CHAMADO DEVOCIONAL: EXAME DE CONSCIÊNCIA RADICAL

Irmãos, a acídia é um pântano que se forma gota a gota. Não acordamos subitamente afogados em amarguraescorregamos gradualmente para dentro dela através de mil pequenas escolhas de ingratidão, murmuração e autocomiseração.

Perguntas para Auto-Exame:

  1. Teste da Alegria Vicária: Quando outros são abençoados, sua primeira reação é alegria ou inveja?
  2. Teste do Serviço: Você serve a Deus e outros com júbilo (Salmo 100:2: “Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto”), ou com suspiros de sacrifícios ressentidos e murmurações?
  3. Teste da Gratidão: Quantas vezes hoje você deliberadamente agradeceu a Deus por bênçãos específicas?

Colossenses 2:7: “Estando enraizados e edificados nele, e confirmados na fé, como foi ensinado a vocês, crescendo em ação de graças.

  1. Teste da Celebração: Quando foi a última vez que você genuinamente celebrou a bondade de Deus na sua vida e dos outros?

Efésios 5:20 “dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.

CONCLUSÃO:

O Antídoto Bíblico – Filipenses 4:4-8 é o protocolo divino contra a acídia:

“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor.

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentidos em Cristo Jesus.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

A cura para a tristeza ressentida é o regozijo deliberado no Senhor. A cura para a ansiedade é a oração com ação de graças. E a cura para a mente que se afoga no negativo é fixar o pensamento naquilo que é verdadeiro, justo, puro e amável.

Que possamos, pela graça de Deus, rejeitar a lama da acídia e escolher respirar o ar doce da Sua presença, encontrando o sagrado no simples e a alegria no ordinário.

 

Senhor Deus,

Liberta-nos da tirania do extraordinário.

Ensina-nos a encontrar-Te no ordinário.

Cura nossa alma viciada em estímulos.

Restaura nossa capacidade de alegria simples.

Que possamos servir-Te com júbilo,

não com o ressentimento do filho mais velho,

mas com a gratidão de quem foi resgatado.

Em nome de Jesus Cristo, Amém. 

[1] Dr. Thomas Keating (1923-2018), monge trapista e pioneiro da Centering Prayer, identificou em suas obras (“Intimacy with God”, 1994; “The Human Condition “, 1999) paralelos devastadores entre a descrição de Cassiano da acídia e os sintomas contemporâneos do Burnout (esgotamento).

Como disse o Dr. Keating: “A acídia é o burnout espiritual antes de existir o conceito de burnout. É a ansiedade generalizada aplicada especificamente à vida espiritual. Os Padres do Deserto estavam fazendo psicologia profunda 1.600 anos antes de Freud.”

[2] A neurociência contemporânea oferece insights fascinantes sobre os mecanismos cerebrais subjacentes à acídia. Conforme pesquisas recentes (2024-2025), a acídia pode ser compreendida como uma disfunção do sistema de recompensa dopaminérgico do cérebro.

[3] Agulha hipodérmica, um instrumento médico usado para aplicar medicamentos, coletar sangue ou extrair fluidos. O termo também pode ser usado na Teoria Hipodérmica da Mídia, que sugere que a mídia influencia diretamente o público, como uma injeção direta.

[4] Gilbert Keith Chesterton foi uma figura monumental na literatura e no pensamento inglês do início do século XX. Ele era um verdadeiro polímata: jornalista prolífico, poeta, romancista (famoso por seus contos de detetive do Padre Brown), biógrafo (com obras aclamadas sobre São Francisco de Assis e Tomás de Aquino), crítico literário e de arte, e, acima de tudo, um apologista cristão leigo de enorme influência.

[5] O que é Multitasking (Multitarefa)? Multitasking é a tentativa de realizar duas ou mais tarefas simultaneamente, ou de alternar rapidamente entre diferentes tarefas.

[6] Intervenções Práticas Baseadas em Neurociência

O Protocolo de Reset Dopaminérgico (30 dias):

Semana 1-2: Abstinência completa de redes sociais e entretenimento digital não-essencial

Semana 3-4: Reintrodução controlada com limites rígidos (máximo 30 minutos/dia)

Manutenção: Estabelecer “janelas” específicas para uso de tecnologia

Estudos mostram que após 30 dias de “jejum dopaminérgico” controlado, há upregulation dos receptores D2, restaurando a sensibilidade ao prazer em atividades simples.

[7] Richard Rohr, em “Immortal Diamond” (2013), adverte: que a religião, quando mal compreendida, torna-se a melhor defensora do “Falso Eu” (o ego), em vez de ser o caminho para descobrir o “Verdadeiro Eu” (o Diamante Imortal). O Verdadeiro Eu (o “Diamante Imortal”) é a nossa essência divina, a imagem de Deus em nós, nossa alma unida a Cristo. É quem somos antes de fazermos qualquer coisa para provar nosso valor.

[8] Acadêmico Brilhante: Ele lecionou em universidades de prestígio como Notre Dame, Yale e Harvard Divinity School. Era um intelectual com formação em teologia e psicologia.

Escritor Prolífico e Vulnerável: Escreveu mais de 40 livros sobre espiritualidade, vida cristã, ministério e compaixão. Sua escrita é caracterizada por uma honestidade desarmante, partilhando abertamente suas próprias lutas com a solidão, a insegurança, a necessidade de afirmação e a busca pelo amor de Deus. Isso o tornou imensamente popular entre católicos e protestantes.

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