Série de sermões expositivos sobre O Céu. Sermão Nº 170 – O sexto dia da criação: a criação do homem (Parte 144). Gn 1:27: a Bíblia versus o Secularismo (Parte 97). Pregação do Pastor Jairo Carvalho em 27/08/2025.
INTRODUÇÃO:
Vamos continuar com o Sermão Exegético, Filosófico e Teológico do Inferno, (Canto VII, 43-96) que representa a primeira parte de A Divina Comédia, um romance de Dante publicado em 1302. Após sucessivas descidas no ciclo inferno, cada uma mais profunda que a anterior, estamos agora analisando o quarto ciclo do Inferno, onde são punidos os pecados de avareza e da prodigalidade. Com a graça de Deus vamos nos esforçar para decifrar o coração do Quarto Círculo, acompanhando Dante e seu guia Virgílio, que representa a Razão. Hoje, vamos descobrir como o ato de “fechar os olhos à razão” leva a uma forma terrível e amaldiçoada de “pobreza de espírito”, cujo fruto maduro é a ganância.
‘E Eu que sentia meu coração sendo trespassado.
Perguntei: Ó meu Mestre, você que tudo conhece,
Diga-me: quem é esse povo? todos eles eram clérigos?
Esses diante de nós, a esquerda, com a cabeça raspada?
E ele respondeu: todos estes fecharam os olhos a razão,
E foram pobres de espírito na primeira vida,
Nenhum de seus gastos foi feito com medida.
E isto é o que suas vozes uivantes declaram,
Quando avançam e atingem a metade do círculo,
E os pecadores opostos os dilaceram.
Esses Aí, que não tem cabelo no cocuruto,
ja foram clérigos, papas e cardeais,
Nos quais abundam os mais maduros frutos da ganância.
- ANATOMIA COMPLETA DA ALMA MATERIALISTA
Virgílio, como um mestre-cirurgião da alma, disseca a doença, numa autópsia espiritual que leva à perda do ser.
43-45: “E io, che di mirar costoro a scozzo / avea lo cor compunto, dissi: ‘Maestro mio, / or mi mostra che gente è questa…’” (E eu, que de olhar tal embate / tinha o coração compungido (Trespassado), disse: “Meu Mestre, / agora me declara que gente é esta…”)
Dante começa ensinando que a compaixão é a única porta de entrada para a verdadeira sabedoria. O “coração compungido” de Dante não é sentimentalismo, mas é a dor empática que o qualifica para fazer a pergunta certa. Ele não pergunta por curiosidade, mas por uma angústia existencial ao ver a degradação da natureza humana. É o lamento bíblico do salmista sobre a condição humana. É a pergunta que todos nós fazemos diante do sofrimento inexplicável: “O que aconteceu aqui?”.
- O Coração Compungido: A Piedade como Porta para a Sabedoria
Paramos não para descansar, mas para examinar sob o microscópio da fé um único momento, um único sentimento, expresso em três linhas de poesia eterna. Diante da visão da batalha feia e sem sentido dos idólatras da matéria, Dante, nosso peregrino, nosso representante, sente algo. E é este sentimento que muda tudo. Em apenas um terceto, um momento crucial que serve como a dobradiça sobre a qual todo o Canto VII gira. Veremos como, em apenas três linhas, Dante encapsula o primeiro passo essencial para a verdadeira sabedoria.
- 43-45: “E io, che di mirar costoro a scozzo / avea lo cor compunto, dissi: ‘Maestro mio, / or mi mostra che gente è questa…’” (E eu, que de olhar tal embate / tinha o coração compungido[1], disse: “Meu Mestre, / agora me declara que gente é esta…”)
Neste breve instante, Dante nos ensina que a jornada para a verdade não começa com a clareza do intelecto, mas com a ferida do coração. Hoje, vamos dissecar o que significa ter um “coração compungido” e como essa dor santa é o único motor que pode nos impulsionar da perplexidade para a revelação.
- A Exegese da Compunção
A primeira palavra é “E eu”. Dante se posiciona. Ele não é um observador desinteressado. Ele está implicado. Ele é participante. Ele está olhando (mirar – um olhar atento, contemplativo) para o embate (a scozzo), para o conflito/batalha. E a visão o afeta profundamente. A frase-chave é “avea lo cor compunto” – “tinha o coração compungido“. Essa não é uma expressão casual de tristeza.
“Compunção” vem do latim compungere, que significa “picar com força”, “ferir”, “perfurar”, “transpassar”. Ele usa a mesma figura de Jesus, que teve o seu coração transpassado pela lança do soldado na Cruz. Dante não está meramente triste ou com pena. Seu coração foi perfurado pela visão. É uma dor aguda, uma ferroada na consciência. É crucial distinguir a compunção dantesca de outras duas reações comuns diante do mal:
O Olhar Cínico: Que vê o sofrimento e se endurece, dizendo “eles mereceram” ou “o mundo é assim mesmo”. Este é o coração de pedra.
O Olhar Sentimental: Que sente uma pena superficial, uma emoção passageira que se satisfaz em si mesma, mas não leva a nenhuma busca por compreensão ou ação. Este é o coração morno.
O coração compungido é diferente. É um coração de carne, que se permite ser ferido pela realidade do pecado e do sofrimento.
É a dor empática que nasce do reconhecimento de uma humanidade compartilhada, mesmo com os condenados. É o sussurro aterrorizante e santo: “Isto poderia ser eu. A semente deste mesmo mal está em mim.”
- A Filosofia da Pergunta
Este coração ferido torna-se, então, um instrumento de conhecimento. Na filosofia que moldou Dante, especialmente a de Agostinho, a verdadeira sabedoria nunca é um ato puramente intelectual e frio. Ela começa no afeto, na vontade. O lema é “credo ut intelligam” – “creio para que possa compreender”. E aqui, poderíamos parafrasear: “sofro com, para que possa compreender”. A compunção é o pré-requisito filosófico para a sabedoria. Por quê? Porque ela destrói a soberba. O coração compungido é um coração humilde, que admite: “Eu não entendo. A visão deste mal me ultrapassa. Eu preciso de ajuda”.
Esta admissão de ignorância dolorosa é o verdadeiro ponto de partida do conhecimento, o motor que impulsiona a alma a sair de si mesma em busca de respostas. É por isso que a reação de Dante não é um grito de desespero ou uma acusação contra Deus. Sua dor o leva imediatamente à ação correta.
- A Teologia do Coração de Carne
O que acontece com Dante é o cumprimento de uma das maiores promessas do Antigo Testamento. Em Ezequiel 36:26, Deus promete ao seu povo: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne.” Os pecadores que rolam pesos têm corações de pedra, endurecidos e tornados insensíveis pela sua idolatria da avareza e da prodigalidade. Dante, o peregrino em processo de purificação, está recebendo de Deus a graça de um “coração de carne” – um coração que pode ser ferido, que pode sentir, que está vivo. Um coração de profeta.
Essa “ferida” no coração é um tema teológico poderoso. No dia de Pentecostes, após o sermão de Pedro, a multidão “sentiu o coração compungido” (Atos 2:37). E qual foi a reação imediata deles? Uma pergunta, a mesma de Dante: “Irmãos, que faremos?”. A compunção é a obra do Espírito Santo que nos leva a reconhecer nossa condição e a pedir ajuda. Além disso, o coração compungido de Dante é um eco imperfeito da compaixão de Cristo. Os Evangelhos repetem que Jesus, ao ver as multidões, “teve compaixão delas”, e essa compaixão sempre precedia um ato de cura ou de ensinamento. Dante está aprendendo a ver o mundo não com os olhos do julgamento, mas com um coração que começa a se assemelhar ao de seu Salvador.
- A Homilética da Ação Correta
A parte final do terceto nos ensina o que fazer quando formos compungidos, como transformar nossa dor em sabedoria.
“…dissi: ‘Maestro mio, / or mi mostra che gente è questa…’” (…disse: “Meu Mestre, / agora me declara que gente é esta…”). Diante da dor de um mundo que não compreendemos, há três caminhos: o do desespero, o do cinismo, ou o de Dante. Dante nos mostra o caminho correto em duas etapas:
“Meu Mestre” (Voltar-se para um Guia): A primeira reação da alma ferida deve ser a humildade de buscar um guia. O coração compungido reconhece que não tem as respostas. Ele se volta para a Razão, para a Fé, para a Tradição, para a comunidade, para a Escritura – para o “Mestre” que pode iluminar a escuridão. Em nosso mundo prático, isso significa resistir ao impulso de reagir com raiva, desespero ou crítica às notícias e injustiças. No lugar disso, há a busca por fontes de sabedoria para entender a raiz do problema.
“Declara-me que gente é esta” (Fazer a Pergunta Certa): A pergunta de Dante é precisa. Ele não pergunta “Por que Deus permite isso?”, uma pergunta que muitas vezes nasce da soberba. Ele pergunta “Que gente é esta?”, uma pergunta que busca entender a natureza do pecado e do pecador. Ele quer um diagnóstico, não uma queixa. É a busca por clareza, a passagem da emoção para a intelecção.
A Oração por um Coração Ferido. Estes versos do poema contêm um roteiro completo para a jornada espiritual. Tudo começa com a coragem de olhar para o embate do mundo. Se olharmos com honestidade, a graça de Deus nos dará um coração compungido, um coração ferido pela realidade do mal. E esta santa ferida, se não a desperdiçarmos em desespero ou sentimentalismo, nos levará a nos voltarmos para o nosso Mestre e a fazermos a pergunta certa, a pergunta que busca a sabedoria.
Que a nossa oração não seja a de pedir um coração protegido e anestesiado, imune à dor do mundo. Que, ao contrário, ousemos pedir a Deus a graça de um coração compungido. Que Ele nos fira com a realidade do pecado em nós e ao nosso redor, não para que caiamos, mas para que, como Dante, nos ajoelhemos diante de nosso Mestre e comecemos a verdadeira jornada em direção à luz.
- A POBREZA AMALDIÇOADA: A ALMA QUE FECHOU OS OLHOS À RAZÃO[2]
Retornamos a um diálogo que serve de espelho para toda a humanidade. Dante, nosso peregrino, com o coração ferido, faz uma pergunta que parece simples, que é sobre a identidade de um grupo de sofredores. Mas a resposta de Virgílio, nosso mestre, não é um mero nome ou uma lista. A reposta de Virgílio é um diagnóstico. Com a precisão de um cirurgião, usando o bisturi da Razão Divina, ele corta as aparências e expõe a patologia central da alma materialista.
Ele mostra o perigo de “fechar os olhos à razão”, o que leva a uma forma terrível e amaldiçoada de “pobreza de espírito”, cujo fruto maduro é a ganância.
…e se todos foram clérigos estes de cabeça raspada / que vemos à nossa esquerda”. / E ele a mim: “Todos foram tão vesgos / da mente na vida primeira[3]…”)
Dante busca identificação em um sinal externo de santidade – a tonsura dos clérigos –, uma crítica social devastadora. A resposta de Virgílio, porém, transcende a sociologia e entra na oftalmologia da alma. O diagnóstico é um astigmatismo espiritual. A mente “vesga” (guerci) é a condição filosófica do intelecto que perdeu seu ponto focal, seu telos. Criada para focar no Bem infinito de Deus, a mente infectada pelo materialismo desvia-se cronicamente para o brilho finito do ouro. Praticamente, é a mente do homem moderno, incapaz de contemplação, perpetuamente distraída por notificações, lucros e estímulos.
- A Pergunta Nascida da Dor (A Fala de Dante)
“Ó meu Mestre, você que tudo conhece, diga-me: quem é esse povo? Todos eles eram clérigos? Esses diante de nós, a esquerda, com a cabeça raspada?”
Nossa meditação começa na postura de Dante: a humildade. Ele não presume saber. Ele se volta para seu guia — Oh, meu Mestre” — reconhecendo a necessidade da sabedoria que está além de si mesmo. Esta é a primeira atitude da alma que busca a verdade. Sua pergunta é a pergunta fundamental que nos assombra diante do mal: “Quem são estes? O que os trouxe aqui?”. Ele identifica o sinal externo (a tonsura, “cabeça raspada”) e a localização simbólica (“à esquerda”, o lado do sinistro, do material), revelando sua tentativa de compreender o espiritual através de categorias terrenas. É uma crítica profética e audaciosa, que ousa questionar a integridade daqueles que deveriam ser os mais santos.
- O Duplo Diagnóstico da Alma Falida (A Resposta de Virgílio)
A resposta de Virgílio vem em duas partes, um diagnóstico duplo que revela a causa e a consequência da doença espiritual.
Frase 1: “todos estes fecharam os olhos à razão”
Aqui, a exegese da sua frase é crucial. Não se trata de um mero erro intelectual, como o astigmatismo que discutimos. “Fechar os olhos” é um ato da vontade. É uma decisão deliberada. A Razão, para Dante, não é apenas a lógica humana; é a luz divina no intelecto, o Logos que ilumina cada ser. Fechar os olhos a ela é um ato de rebelião. É a recusa voluntária em ver a verdade porque a verdade exigiria uma mudança de vida. Filosoficamente, é a vontade desordenada escravizando o intelecto. Biblicamente, é a condição descrita pelo profeta Isaías e citada por Jesus em Mateus 13:15:
“Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os seus olhos; para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.”
A condenação deles não é por não poderem ver, eles eram os mais iluminados com a verdade. Na verdade, a condenação é por não quererem ver. Trata-se também do vício moderno da “ignorância deliberada”, proposital, quando a pessoa evita a autoanálise para não ser confrontada em seus próprios pecados.
Frase 2: “E foram pobres de espírito na primeira vida”
Esta sua interpretação é teologicamente brilhante e devastadora. Virgílio aqui faz uma paródia demoníaca da primeira bem-aventurança de Cristo.
A Bem-Aventurança Original (Mateus 5:3) afirma que: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” A verdadeira pobreza de espírito é uma riqueza. É a alma que se esvazia de si mesma, de sua autossuficiência e de seu orgulho, para se tornar totalmente dependente de Deus. É um vácuo santo que Deus preenche com Sua presença.
Por outro lado, essa é a Pobreza Amaldiçoada: A “pobreza de espírito” destes condenados é a inversão exata. É a pobreza da alma que se esvaziou de Deus para tentar se preencher com o materialismo. É um espírito atrofiado, desnutrido, definhado, porque buscou sustento naquilo que não pode alimentar.
Eles são a prova viva de que uma vida dedicada a acumular coisas resulta em uma alma miseravelmente vazia. Sua riqueza material era apenas a sintoma de sua miséria espiritual. Eles eram “pobres” no único lugar onde importava ser rico.
Frase 3: “nenhum de seus gastos foi feito com medida”
Esta frase conecta a condição interna (“pobreza de espírito”) à ação externa. A falta de “medida” é o sinal visível da desordem interior. Para a filosofia aristotélica e cristã, a virtude reside no meio-termo de ouro. A falta de medida, seja na retenção (avareza) ou na dispersão (prodigalidade), é a marca do vício. Uma alma que perdeu seu centro em Deus perde também a medida em todas as suas ações. A nomeação de papas e cardeais é a afirmação teológica de que a proximidade com o sagrado agrava a responsabilidade. É a denúncia de Cristo contra os fariseus no Evangelho de Mateus 23, que honravam a Deus com os lábios, mas cujo coração estava longe Dele, devorado pela cobiça.
- A Cacofonia da Guerra Interior
“E isto é o que suas vozes uivantes declaram quando avançam e atingem a metade do círculo, e os pecadores opostos os dilaceram.”
A falta de “medida” é a definição aristotélica do vício. A voz que “ladra” (l’abbaia) é a imagem da perda do Logos – a Palavra, a Razão. Quando o homem se afasta de Deus (o Verbo), sua própria fala perde a dignidade humana e regride à agressão animal. A palavra “dilaceram” é mais forte que um simples choque. Ela sugere que eles se rasgam mutuamente. Psicologicamente, esta é a perfeita exteriorização do conflito interno.
A alma do materialista é perpetuamente dilacerada entre o medo de perder e o desejo de ter mais, entre a ansiedade da posse e o vazio do consumo. A guerra que eles travam no círculo é a guerra que sempre existiu dentro de seus corações “pobres de espírito”.
- O Fruto Maduro da Corrupção
“Esses aí, que não tem cabelo no cocuruto[4], já foram clérigos, papas e cardeais, nos quais abundam os mais maduros frutos da ganância.”
A identificação final é aterrorizante. O uso do coloquial “cabelo no cocuruto” ancora o horror em uma realidade quase banal, tornando-o mais palpável. A metáfora agrícola final é a chave: “os mais maduros frutos da ganância”. Um fruto maduro é o clímax de um longo processo de cultivo. A ganância deles não foi um erro passageiro. Antes, foi uma semente plantada, regada com pequenas concessões diárias, adubada com racionalizações, até que a alma, que deveria produzir os frutos do Espírito (Gálatas 5:22-23), produziu o fruto podre e maduro da cobiça. Biblicamente essa é a advertência mais séria: a corrupção do melhor é o pior. Quanto mais alta a vocação espiritual, mais grotesco é o fruto de sua perversão.
CONCLUSÃO:
Estamos diante de um diagnóstico implacável. A jornada da alma para este inferno começa com um ato voluntário de fechar os olhos à Razão. Este ato leva a uma condição existencial de pobreza de espírito amaldiçoada, uma alma vazia que tentou se encher de lixo. E essa pobreza interior se manifesta em uma vida sem medida, em um conflito que dilacera, e produz, nos lugares mais sagrados, os mais maduros frutos da corrupção.
A escolha que se apresenta a nós é, portanto, a escolha entre duas pobrezas. Escolheremos a pobreza amaldiçoada daqueles que, tendo fechado os olhos a Deus, encontram-se com uma alma vazia e um coração em guerra? Ou escolheremos a pobreza bem-aventurada do Evangelho? A pobreza de espírito que se esvazia de si mesmo para ser preenchido pela riqueza infinita de Deus? A pobreza que nos leva a abrir os olhos à Razão e ao Amor, a viver com medida, e a produzir os frutos do Espírito?
Que possamos ter a coragem de diagnosticar em nós qualquer sintoma desta doença, para que, ao abrirmos nossos olhos e esvaziarmos nossos corações de tudo o que não é Deus, possamos herdar não o círculo macabro, mas o Reino dos Céus.
[1] Eu, que sentia meu coração sendo trespassado (transpassado, atravessado). Nas Sagradas Escrituras se narra que Jesus, morto na cruz, teve o coração transpassado por uma lança.
[2] Inferno, Canto VII, a partir da paráfrase dos versos 43-57)
[3] vv. 46-48: “…e se tutti fuor cherci questi chercuti / che noi veggiam da la sinistra nostra”. / Ed elli a me: “Tutti fuor sì guerci / de la mente in la vita primaia…”
[4] É a região mais alta da cabeça, onde se localizam os cabelos, e é comum as pessoas perderem o cabelo nessa área, ficando calvas.
