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#OCÉU180: A Bíblia versus o Secularismo – PARTE 107

Série de sermões expositivos sobre O Céu. Sermão Nº 180 –  O sexto dia da criação: a criação do homem (Parte 153).  Gn 1:27: a Bíblia versus o Secularismo (Parte 106). Pregação do Pastor Jairo Carvalho em 07/11/2025.

INTRODUÇÃO:

Hoje nos encontramos com Dante e Virgílio em um dos momentos mais cruciais de sua jornada. Estamos no Canto VIII[1]. E para entender a importância aterradora do que estamos prestes a ver, precisamos primeiro entender o mapa moral de toda a jornada. No percurso até aqui, vemos os pecados da Fraqueza ou pecados incontinência[2]. Dante enumera a Luxúria no primeiro ciclo, a Gula no segundo, a Avareza e Prodigalidade no quarto, e a ira e o Rancor no quinto ciclo.  Dante faz uma espécie de Mapa Ético: Fraqueza vs. Vontade. Esse mapa não é aleatório. Dante, baseando-se na ética de Aristóteles, classifica todo o pecado em três categorias principais, em ordem crescente de gravidade:

INCONTINÊNCIA (Fraqueza): São os pecados que acabamos de ver (Círculos 2-5). São pecados de fraqueza da vontade. A pessoa sabe o que é certo, mas seu apetite (luxúria, gula, raiva) é mais forte. É um pecado de perda de controle.

VIOLÊNCIA (Bestialidade): Estes são piores. Não é apenas perder o controle. É usar ativamente a força (a paixão bestial) para ferir. É o pecado do leão: violência contra o próximo, contra si mesmo (suicidas) ou contra Deus (blasfemos).

MALÍCIA ou FRAUDE (Perversão): Este é o fundo do poço. Esse é o pecado que usa a razão humana — o dom divino que nos diferencia dos animais — para enganar, trair e destruir deliberadamente.

Agora estamos na fronteira do sexto círculo: Onde a Ira se Torna Malícia. Agora, no Canto VIII, Dante e Virgílio não estão mais apenas entre os pecados da incontinência — a luxúria, a gula, a avareza, a ira. Eles estão na fronteira. Eles estão no pântano da Estige, olhando para a “alta torre” que marca a entrada da Cidade de Dite — a capital do Inferno.

Esta cidade de ferro incandescente é onde começam os pecados da Vontade Deliberada. Estamos na transição para o mal mais profundo. Estamos deixando para trás os pecados da fraqueza e entrando nos reinos da Violência e da Malícia. E a primeira coisa que encontramos não é um monstro rugindo, não é uma explosão caótica de raiva. A primeira coisa que encontramos é algo muito mais moderno e terrível: um sistema de comunicação coordenado. O início do Canto VIII é uma profecia sobre a inteligência do mal. O mal, em sua forma mais pura, não é o caos; é uma ordem pervertida. Ou seja, o mal é a perversão do bem.

  1. A ARQUITETURA DA MALÍCIA E A FUMAÇA DA CONFUSÃO.

CENA I: A COMUNICAÇÃO DO MAL (canto VIII, versos 1-12)

O Canto VIII se inicia com uma observação que profeticamente transcende a Idade Média e descreve a nossa era com uma clareza assustadora.

Texto (vv. 1-6): Digo, continuando, que muito antes / que nós chegássemos ao pé da alta torre, / nossos olhos foram para o seu cume, / por duas chaminhas que lá vimos acender-se, / e outra de longe dar sinal em troca, / tanto que o olho mal a podia ver.”

  1. A Ordem da Malícia

Dante, o mestre da precisão, inicia com “Digo, continuando” (O italiano original: “Io dico, seguitando”), estabelecendo uma continuidade narrativa, mas também uma intensificação. Estamos entrando mais fundo no mal. A visão das chamas não é acidental. É o primeiro indício de que o Inferno possui uma ordem, uma inteligência. O mal, em sua forma mais profunda, não é o caos da ira bestial que vimos, mas a coordenação da malícia.

Filosoficamente, o mal é parasítico. Ele não cria, mas perverte as estruturas do bem. A comunicação, um dom divino para a comunhão (koinonia), é aqui pervertida para um sistema de exclusão e mobilização para o ódio. Vamos à exegese linha por linha da comunicação demoníaca:

“muito antes” (assai prima): A vigilância demoníaca é proativa, não reativa. O mal organizado detecta ameaças muito antes delas chegarem. Psicologicamente, isso é a hipervigilância paranoica. O mal, estando ele próprio em rebelião, vive em constante suspeita e projeta sua própria traição em todos os outros. O mal não dorme!

alta torre” (alta torre): Esta é a estrutura de poder e vigilância. Representa a institucionalização do mal.  Teologicamente, é a antítese da torre de Babel — onde a comunicação foi confundida, aqui a comunicação é terrivelmente unificada para um propósito hostil.

duas chaminhas” (due fiammette): Sinais luminosos de comunicação. Não são gritos caóticos, mas um sistema coordenado de alerta. Não são fogueiras de alarme, mas “pequenas chamas”. O mal é sutil.

“outra, à distância, fazendo sinal”: Confirma a existência de uma rede de comunicação à distância. É um sistema de inteligência operando nas trevas.

2. As Torres Digitais do Ódio

Irmãos, nunca essa passagem foi tão terrivelmente contemporânea. Dante, sem saber, profetizou a arquitetura espiritual de nossa era digital.

a) As “Torres” Modernas: as “altas torres” (alte torri) de hoje não são feitas de pedra, mas de código e servidores, usando o poder da luz. São as plataformas de redes sociais:

Facebook (Meta)

X (antigo Twitter)

Instagram

TikTok

WhatsApp

Youtube

Estas são as estruturas que dão visibilidade e alcance global instantâneo.

b) As “Chaminhas” Digitais (Psicologia do Sinal) As “chaminhas” (fiammette) são os sinais que essas plataformas emitem. Não são mensagens completas ou argumentos elaborados — são iscas para a raiva:

Títulos de notícias falsas (clickbait[3] inflamatorios[4])

Memes depreciativos[5];

Vídeos cortados fora de contexto

Tweets incendiários de 280 caracteres

Posts desenhados para indignação viral

Psicologicamente, este é o mecanismo[6] de sinalização de grupo (in-group/out-group signaling[7]).

c) Os Objetivos da Sinalização

A sinalização de grupo tem  duas funções principais:

i) Fortalecer o “In-Group” (Coesão): Quando um membro do grupo usa o sinal, ele está dizendo aos outros membros: “Eu sou um de vocês. Eu compartilho seus valores. Eu entendo o código. Vocês podem confiar em mim.” Isso gera um sentimento de pertencimento, solidariedade e validação. A chama distante que responde, no Canto de Dante, é a validação perfeita do “in-group”.

ii) Definir e Rejeitar o “Out-Group” (Fronteira): O sinal também serve para traçar uma linha clara no chão. “Se você não entende este sinal, ou se você se ofende com ele, você é um ‘deles’.” A reação negativa do “out-group” ao sinal é, na verdade, útil para o “in-group”, pois reforça sua identidade e seu senso de superioridade ou de estar sendo “perseguido”.

As “chaminhas” são sinais codificados para os iniciados no ódio. Eles não servem para convencer o “outro”, mas para alertar e agregar a “tribo”. São “pequenas chamas” desenhadas não para informar, mas para inflamar.

d) A Rede de Replicação (A Validação Distante) A chama distante que responde (“outra, à distância, fazendo sinal”) é a validação, a formação da bolha, a confirmação do viés que diz: “Nós estamos certos, e eles são a ameaça.”

Exatamente como no poema:

Influenciador de ódio posta

Milhares de seguidores compartilham instantaneamente

Mentira replicada em grupos de WhatsApp

Ódio amplificado por compartilhamento e likes

Raiva se espalha pelo mundo em minutos

Muito mais rápido do que a verdade consegue reagir.

3 A Psicologia da “Chama Distante”: Validação e Replicação

A frase-chave de Dante é “e outra, à distância, fazendo sinal em troca“. Isso descreve um diálogo, uma confirmação. A primeira torre não está apenas gritando no vácuo. Ela está enviando um sinal que espera uma resposta.  A chama distante é essa resposta. Ela diz: “Mensagem recebida. Estamos alinhados. Estamos prontos.” Psicologicamente, essa é a essência da validação social e da confirmação de viés. O ser humano não quer apenas estar certo. Ele quer sentir que seu grupo está certo. Quando aplicamos isso à sua lista, a “chama distante” é o mecanismo que transforma a postagem de um indivíduo em um movimento de massa.

i) A Torre Alta: O “Influenciador de Ódio”

No seu exemplo, o “Influenciador de ódio” é a “alta torre” (v. 2). É o ponto de origem visível, a estrutura institucionalizada. Ele acende as “duas chaminhas” (v. 4) — a postagem inicial, o vídeo, o tweet. Este é o sinal de provocação.

ii) A Chama Distante: O “Like”, o “Share” e o “Comentário”

Aqui está o ponto crucial: na era digital, a “outra [chama] à distância” não é apenas uma outra torre. São milhares ou milhões de pequenas chamas distantes respondendo em uníssono e instantaneamente.

O Like/A Reação: Este é o sinal de retorno mais básico. É o equivalente a um soldado distante em outra torre acenando uma tocha uma vez. Ele diz: “Eu vi. Eu concordo. Estou com você.”

O Comentário de Apoio: Este é um sinal de retorno mais forte. Ele adiciona combustível à chama original.

O Compartilhamento/Retweet: Este é o mecanismo mais poderoso. A pessoa que compartilha não está apenas respondendo à torre original; ela se torna uma nova torre, replicando o sinal para sua própria rede de seguidores.

O seu ponto, “Ódio amplificado por compartilhamento e likes”, é exatamente isso. Cada “like” é uma “chama distante” que valida o sinal.  Cada “compartilhamento” é uma “chama distante” que se torna uma nova torre, criando uma replicação exponencial.

  1. A Rede de “Torres Privadas”: Grupos de WhatsApp

Sua observação sobre “Mentira replicada em grupos de WhatsApp” é sociologicamente perfeita.  Se o Instagram/Facebook/Yotube são a “alta torre” pública, os grupos de WhatsApp são as torres de vigia menores e privadas. O sinal é transmitido da arena pública para o círculo de confiança privado. Lá, a “chama” queima de forma diferente.  Ela é compartilhada por um “amigo” ou “membro da família“, o que lhe dá um selo de confiança e autoridade que ela não tinha na praça pública. O viés de confirmação é ainda mais forte porque vem de dentro do “in-group” mais próximo.

  1. O Resultado: A Velocidade da Raiva

Raiva se espalha pelo mundo em minutos. Muito mais rápido do que a verdade consegue reagir.”

Isso acontece porque as “chaminhas” (fiammette) do ódio são, por design, sinais simples, quentes e emocionais. Elas são desenhadas para uma reação tribal instantânea (Medo, Nojo, Raiva — como apontado pelo estudo do MIT). A Verdade, por outro lado, é muitas vezes complexa, fria e racional. A verdade não é uma “chaminha” piscante; é uma fogueira que exige tempo, contexto e esforço para ser construída.

Portanto, a “Rede de Replicação” é um sistema onde uma “chaminha” emocional (o post de ódio) é instantaneamente validada e multiplicada por milhares de “chamas distantes” (likes, shares, grupos de WhatsApp). Essa Rede da Malícia cria um incêndio de desinformação e raiva que viaja à velocidade da luz digital, enquanto a Verdade ainda está tentando juntar a lenha.

  1. Ecossistema da Desinformação

Provérbios 6:16-19 lista sete abominações para Deus:

Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente; o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.”

Esta arquitetura digital é a ferramenta moderna para essas duas últimas abominações:

“testemunha falsa que profere mentiras” = O criador de fake news.

“o que semeia contendas entre irmãos” = Os algoritmos e usuários que lucram com a polarização.

Pesquisa Acadêmica: O Ecossistema da Desinformação

O Dr. Sinan Aral, do MIT Sloan School of Management, publicou (2018) na Science o maior estudo já realizado sobre difusão de informação em redes sociais. Analisou 126.000 histórias tuitadas por três milhões de pessoas, 4,5 milhões de vezes.

As descobertas são devastadoras:

Fake news se espalha seis vezes mais rápido que notícias verdadeiras.

Histórias falsas têm 70% mais probabilidade de serem retuitadas.

Conteúdo falso alcança 1.500 pessoas seis vezes mais rápido que conteúdo verdadeiro.

Notícias falsas provocam maior resposta emocional (especialmente medo e nojo) que notícias verdadeiras.

Por quê? Porque mentiras são desenhadas para chocar e enfurecer — são as “chaminhas” do inferno digital.

CENA II: A RESPOSTA DA ALMA E A FUMAÇA DA CONFUSÃO (versos 7-12)

Agora, vemos a reação de Dante a essa rede de sinais.

Texto (vv. 7-9):

“E eu, voltando-me para o mar de todo o saber, disse: ‘Isto que diz? e que responde aquele outro fogo? e quem são esses que o fizeram?‘”

Análise Devocional e Teológica: A Consulta à Sabedoria

Dante, diante do sinal do mal, não tenta decifrá-lo sozinho. Ele não reage com raiva. Ele se volta para seu guia, o “mar de todo o saber” (Virgílio). Essa é a postura da alma sábia. Diante da confusão e da provocação do mal (diante de uma “chaminha” digital), nosso primeiro movimento não deve ser a reação, mas a consulta à sabedoria — à oração, à Palavra de Deus, à liderança sadia, ao conselho dos mais velhos na fé.

Texto (vv. 10-12):

E ele a mim: ‘Sobre as ondas sujas já podes divisar aquilo que se espera, se a fumaça do pântano não te o esconde.‘”

Análise Psiquiátrica e Bíblica: A Fumaça do Pântano

A “fumaça do pântano” (fummo del pantano) é uma metáfora psiquiátrica perfeita para o estado de confusão mental induzido pela raiva crônica, pelo ódio e pela desinformação.

Psiquiatricamente: A ira e o medo crônicos (provocados pelas “chaminhas”) liberam um coquetel de neurotransmissores (cortisol, adrenalina) que literalmente obscurecem o córtex pré-frontal — a sede do julgamento, do discernimento e do controle de impulsos. Uma pessoa imersa na cultura do rancor vive sob esta “fumaça”, incapaz de ver a realidade com clareza.

Biblicamente: É a escuridão que João descreve: “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” (João 3:19).

A fumaça não é apenas um obstáculo externo. É a névoa gerada pelo próprio pântano da nossa alma irada, uma névoa que preferimos porque ela esconde a verdade.

A advertência prática, portanto, é um chamado à higiene informacional: devemos nos perguntar antes de compartilhar qualquer coisa que nos inflama: “Estou sendo informado, ou estou sendo recrutado por uma ‘chaminha’ que está apenas aumentando a ‘fumaça’ em minha mente?”

CONCLUSÃO: O CHAMADO À INSURGÊNCIA DIGITAL SANTA

O cristão maduro hoje é chamado a uma insurgência digital santa — a recusa consciente de ser “portador de tocha” nesta rede demoníaca de comunicação. Para dissipar a “fumaça do pântano” e ver claramente, devemos praticar novas disciplinas espirituais.

Disciplinas Espirituais Digitais:

  1. Jejum de Indignação: Antes de compartilhar algo que te deixou irado, espere 24 horas e ore.
    • Provérbios 29:11: “Todo o seu furor profere o tolo, mas o sábio o reprime até o fim.”
  2. Verificação da Fonte: Nunca compartilhe algo sem verificar a fonte primária. Recuse-se a ser uma “testemunha falsa”.
    • Provérbios 18:13: “O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua.”
  3. Teste da Edificação: Antes de postar, pergunte: Isto edifica?
    • 1 Coríntios 10:23: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”
  4. Regra das 24 Horas (A Regra de Efésios): Se algo te enfureceu, não compartilhe imediatamente. Não deixe a “chaminha” queimar durante a noite.
    • Efésios 4:26: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.”

5 Regra da Utilidade: Isto que vou curtir ou compartilhar, glorifica a Deus? O evangelho pode ser blasfemado por causa da minha curtida e compartilhamento? As pessoas serão abençoadas com isso?

Efésios 4:29: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que transmita graça aos que a ouvem”

[1] A estrutura geral da obra “A Divina Comédia” é composta por 100 cantos no total, divididos em três partes:  Inferno: 34 cantos (sendo o primeiro um canto introdutório para toda a obra e os 33 restantes descrevendo o inferno propriamente dito). Purgatório: 33 cantos. Paraíso: 33 cantos.

Dentro desses 34 cantos, o Inferno é descrito como tendo nove círculos concêntricos, cada um punindo um tipo diferente de pecado, do menos grave (no primeiro círculo, o Limbo) ao mais grave (no nono, a traição).

[2] No “Inferno” de Dante Alighieri, os pecados de fraqueza (ou incontinência) são aqueles cometidos por falta de autocontrole, onde o desejo ou um impulso emocional momentâneo supera a razão. Eles são considerados menos graves do que os pecados de malícia (violência e fraude), pois não envolvem intenção dolosa de prejudicar ou trair. 

[3] Conteúdo cujo principal objetivo é atrair a atenção e incentivar os visitantes a clicarem em um link para uma página web específica.

[4] Clickbait Inflamatório: Títulos como “Você Não Vai Acreditar no Absurdo que o Grupo X Fez Agora” são “chaminhas”. Eles não são feitos para informar, mas para ativar a identidade tribal do “in-group” contra o “out-group”.

[5] Memes Depreciativos: Um meme que zomba de um político ou de um grupo social é hilário para o “in-group” que compartilha dessa visão. Para o “out-group” que é alvo da zombaria, é ofensivo. O ato de compartilhar o meme é uma sinalização de pertencimento ao primeiro grupo.

[6] O Mecanismo: A “Sinalização”. “Sinalização” é o conjunto de comportamentos, símbolos, jargões ou ações que usamos para comunicar a qual grupo pertencemos.

Na maioria das vezes, essa sinalização não é uma declaração óbvia como “Eu pertenço ao Grupo X”. Ela é sutil, codificada e simbólica. O objetivo de um bom sinal é ser reconhecido instantaneamente pelo “in-group” e, muitas vezes, ser ignorado ou mal compreendido pelo “out-group”.

[7] Sinalização de grupo. O Fundamento: “Nós” vs. “Eles”

A mente humana, por razões evolutivas de sobrevivência, é fundamentalmente tribal. Nosso cérebro categoriza o mundo social de forma instantânea e automática em duas caixas:

O “In-Group” (Endogrupo): “Nós”. Meu grupo, minha família, minha tribo, meu time, meu partido, minha nação, meu grupo de crenças. Sentimos um viés natural de afinidade, confiança e cooperação para com eles.

O “Out-Group” (Exogrupo): “Eles”. Todos os outros. Para com eles, nosso instinto natural é a desconfiança, a competição ou, no mínimo, a indiferença.

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