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#OCÉU181: A Bíblia versus o Secularismo – PARTE 108

Série de sermões expositivos sobre O Céu. Sermão Nº 181 –  O sexto dia da criação: a criação do homem (Parte 154).  Gn 1:27: a Bíblia versus o Secularismo (Parte 107). Pregação do Pastor Jairo Carvalho em 14/11/2025.

Introdução:

Hoje, ao retornarmos ao Canto VIII do Inferno (versos 1-12), chegamos a uma fronteira[1]. Estamos no pântano do Estige, a morada da ira e da acídia, e olhamos para a “alta torre” da Cidade de Dite, a capital do mal deliberado. O ar está pesado com a “fumaça do pântano”, a névoa de nossas próprias paixões descontroladas. Dante, baseando-se na ética de Aristóteles, classifica o pecado em ordem crescente de gravidade: Incontinência (fraqueza da vontade), Violência (paixão bestial) e Malícia (perversão da razão).

Agora, estamos na fronteira do sexto círculo, olhando para a “alta torre” que marca a entrada da Cidade de Dite — a capital do Inferno. Estamos deixando para trás os pecados da fraqueza e entrando nos reinos da malícia. E é aqui que Dante vê algo que, profeticamente, descreve o maior perigo espiritual de nossa era. Ele não vê apenas escuridão; ele vê luz.

“Digo, continuando, que muito antes / que nós chegássemos ao pé da alta torre, / nossos olhos foram para o seu cume, / por duas chaminhas que lá vimos acender-se, / e outra de longe dar sinal em troca…”

Ele está testemunhando uma rede de comunicação demoníaca. As torres do inferno estão trocando sinais, coordenando uma defesa hostil contra o peregrino. Esta é a nossa ênfase hoje. O maior perigo para a alma não é a escuridão óbvia, mas a luz falsificada.  O inimigo, como nos adverte o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 11:14, não se apresenta como um monstro, mas se transfigura em “anjo de luz” (ἄγγελον φωτός, angelon phōtos).

E em nossa era digital, esse inimigo construiu sua própria “rede fantasma” de comunicação, cheia de “chaminhas” que prometem sabedoria, paz e propósito, mas que pertencem a outra torre e servem a outro mestre. A advertência de Paulo sobre Satanás como um “anjo de luz” é a chave hermenêutica para entender a sofisticação do mal. O mal, em sua forma mais pura (como Dante a encontra no Baixo Inferno), não é o caos bestial da incontinência. É uma ordem pervertida, uma inteligência decaída que imita a hierarquia divina.

Como C.S. Lewis observa em O Grande Abismo, o inferno é uma imitação sombria do céu: A Luz Verdadeira (Jesus, João 1:9: “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.”) ilumina a todo homem. A “luz falsificada” busca desviar essa iluminação. Este sermão é uma análise desta rede de engano.

I. A ARQUITETURA DA ESPIRITUALIDADE FALSIFICADA (vv. 1-6)

Vamos analisar a cena como um mapa da sedução espiritual, uma arquitetura malícia.

  1. A “Alta Torre”: A Plataforma do Falso Evangelho Narcisista

A “alta torre” é a estrutura de poder e vigilância. É qualquer plataforma de autoridade espiritual que se ergue “contra o conhecimento de Deus” (2 Coríntios 10:5). Na nossa era da internet, essas torres são onipresentes. São os gurus de autoajuda, os coaches de “mindset” milionário[2], os influenciadores de espiritualidade da Nova Era, as heresias e, de forma mais trágica, são as mega-igrejas que abandonaram a sã doutrina para abraçar a cultura do entretenimento.

Essas estruturas, muitas vezes, são a manifestação arquitetônica de uma teologia narcisista, onde o foco muda da glória de Deus para a experiência do indivíduo. O “evangelho narcisista” coloca o homem, suas necessidades e sua felicidade no centro do universo, tornando Deus um mero coadjuvante para realizar nossos sonhos. São vozes carismáticas que constroem vastas plataformas (seus “seguidores”) com base em uma sabedoria puramente humana e em um falso evangelho.

a) Análise Psiquiátrica e Filosófica da Torre: A “alta torre” é a plataforma ideal para o narcisismo, que a psiquiatria em seu manual (DSM-5) define como um padrão de grandiosidade e necessidade de admiração. O guru, ou o pastor-celebridade, no topo de sua torre digital ou de seu púlpito-palco, projeta uma imagem de onisciência e poder, exigindo validação de seus seguidores.

b) O Paralelo com Nietzsche: Filosoficamente, é a apoteose do humanismo secular infiltrado na igreja: o Eu inflado, que se torna a medida de todas as coisas. Essa é a realização prática da filosofia de Friedrich Nietzsche e seu conceito de Übermensch (o “Super-homem” ou “Além-do-homem”).

O Übermensch de Nietzsche é o ser humano que transcende a moralidade tradicional (que ele desprezava como “moralidade de escravo”, incluindo o cristianismo) e cria seus próprios valores. Ele é sua própria fonte de verdade e poder. O evangelho narcisista é, em essência, uma versão “espiritualizada” desta ideia. Ele ensina o indivíduo a se ver como o centro de sua própria realidade, um Übermensch que pode “declarar” e “decretar” seu próprio destino, usando Deus como uma ferramenta para atingir seu potencial autodefinido.

II. As “Duas Chaminhas”: Sensacionalismo, Soluções Rápidas e o Evangelho Sem Cruz

Do topo desta torre, eles acendem “chaminhas” (fiammette). A exegese do termo italiano é crucial. O sufixo -ette é um diminutivo. Dante não vê fogueiras, mas “pequenas chamas” — sinais sedutores, atraentes, rápidos e fáceis de digerir.

  1. Aplicação (Internet e Igreja): O que são essas “chaminhas”? São os cortes de 60 segundos no TikTok que oferecem “A Chave para a Sua Felicidade”. São as postagens estéticas no Instagram, um carrossel de imagens com citações que soam espirituais, mas são teologicamente vazias. São os vídeos curtos do YouTube Shorts, com no máximo 60 segundos, que apresentam “revelações” bombásticas e sensacionalistas, formatadas para prender sua atenção antes que você deslize o dedo. São as mensagens no X (antigo Twitter), limitadas a 280 caracteres, que reduzem doutrinas complexas a slogans de efeito e julgamentos sumários.

O próprio formato destas plataformas milita contra a profundidade. Ele é desenhado para o consumo rápido, para o impacto imediato, para a “pequena chama” sedutora, e não para o fogo consumidor da verdade profunda. E, dentro da igreja, são as “estruturas de luzes e cores“, a fumaça artificial, a cultura do entretenimento e a música emocionalmente calculada – tudo projetado não para levar à contemplação do Deus Santo, mas para atrair seguidores e gerar uma experiência de pico.

  1. O Conteúdo da Falsa Luz: O Evangelho Narcisista e a Teologia das “Soluções Rápidas”

O sinal enviado por estas “chaminhas” é o evangelho sem cruz, sem renúncia e sem arrependimento. É uma mensagem que promete a coroa sem a cruz, a bênção sem o compromisso, a ressurreição sem a morte. O que estamos descrevendo é o que os sociólogos da religião Christian Smith e Melinda Lundquist Denton,  no estudo seminal “Soul Searching” (A busca da Alma), definiram como Deísmo Terapêutico Moralista (DTM).  Essa é a religião operacional de muitos hoje, mesmo dentro de círculos evangélicos. É uma fé cujo credo é:

a) “DEÍSMO” – O Deus do DTM não é o Deus da Bíblia (imanente, soberano, relacional, que julga). Ele é um Deísta.

Ele criou o mundo, estabeleceu as regras e agora se retira.

Ele não está ativamente envolvido na história ou nos detalhes da vida diária.

O papel de Deus é ser um “Mordomo Divino” ou um “Terapeuta Cósmico” (como um bombeiro ou um gênio da lâmpada).

Ele não se envolve a menos que seja chamado para resolver um problema (uma doença, uma prova difícil, uma crise financeira). Uma vez que o problema é resolvido, Ele pode voltar para o Céu.

b) “MORALISTA” – não é focado em doutrinas como a Trindade, a Expiação ou a Ressurreição. O foco central é a moralidade.

  • A religião é reduzida a um conjunto de regras para ser uma pessoa “boa”, “agradável”, “simpática” e “bem-sucedida”.
  • “Pecado” não é uma rebelião contra a santidade de Deus. Antes, é considerada como “cometer erros”, “ser disfuncional”, “magoar os outros” ou “não ser fiel a si mesmo”.
  • A salvação não é pela fé na obra de Cristo, mas é algo que se alcança sendo uma pessoa boa.

c). “TERAPÊUTICO” – Este é o objetivo final da religião. A religião não existe para a glória de Deus, mas para o bem-estar psicológico do indivíduo.

O propósito central da fé é fazer você se sentir bem consigo mesmo, ter alta autoestima, ser feliz e ter sucesso.

A fé é uma ferramenta terapêutica para lidar com o estresse, a ansiedade e o trauma.

A dor e o sofrimento (a cruz) não são vistos como ferramentas de santificação, mas como problemas a serem eliminados por Deus.

O “Credo” do Deísmo Terapêutico Moralista

Smith e Denton resumiram a fé funcional que ouviram repetidamente dos adolescentes nestes cinco pontos (que se encaixam perfeitamente na sua análise do “evangelho sem cruz”):

Um Deus existe, que criou e ordena o mundo e vigia a vida humana na Terra.

Deus quer que as pessoas sejam boas, agradáveis e justas umas com as outras, como ensinado na Bíblia e na maioria das religiões.

O objetivo central da vida é ser feliz e sentir-se bem consigo mesmo.

Deus não precisa estar particularmente envolvido na vida de alguém, exceto quando é necessário que Ele resolva um problema.

Pessoas boas vão para o céu quando morrem.

A descoberta mais perturbadora da pesquisa não foi que os adolescentes acreditavam nisso. Foi por que eles acreditavam nisso. Smith e Denton concluíram que o DTM não é uma religião inventada pelos adolescentes. É, na verdade, a religião real e funcional de seus pais, pastores e líderes de jovens.  Os adultos, com medo de parecerem “dogmáticos” ou “exclusivistas“, e focados em programas de entretenimento e mensagens de autoajuda, inadvertidamente ensinaram essa versão diluída do cristianismo aos seus filhos.

Os adolescentes não estavam rejeitando o cristianismo ortodoxo. Na verdade, eles nunca o tinham ouvido de fato. O que eles estavam praticando era o que viam modelado: uma fé que serve como um impulsionador moral e um analgésico emocional, mas que não exige arrependimento, não fala de renúncia e não custa absolutamente nada. Isso se alinha perfeitamente com a análise das “chaminhas” (soluções rápidas, sensacionalismo) e das “mega-igrejas” (cultura do entretenimento), que muitas vezes são os principais veículos para a disseminação deste evangelho narcisista e terapêutico.

Esse é um evangelho de autoajuda, focado no seu sucesso, na sua felicidade e no seu potencial, e não na glória de Deus e na expiação de Cristo.  É, em sua essência, um evangelho narcisista. Ele não nos chama a adorar a Deus. Ele oferece Deus como uma ferramenta para nós adorarmos a nós mesmos. Ele não exige a morte do “eu”, como ordenou Jesus em Mateus 16:24 (“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me”); em vez disso, ele promete a exaltação do “eu”.

Essa é a teologia das “soluções rápidas“. Ela é neurocientificamente sedutora porque oferece a recompensa (a ‘coroa’) sem o custo (a ‘cruz’), alinhando-se com o desejo do nosso cérebro por gratificação imediata. Em vez da jornada árdua do discipulado (oração, leitura, santificação, jejuns) — o que o teólogo Eugene Peterson chamou de “uma longa obediência na mesma direção” — ela oferece um “ponto de contato” ou uma “palavra de comando” para resultados imediatos.

Essa teologia é uma perversão filosófica da fé, transformando-a de um relacionamento pactual em uma transação mágica. É uma forma de “feitiçaria” evangélica que reflete o pensamento gnóstico, onde o conhecimento secreto (a “palavra de comando” certa) manipula a realidade, ignorando a soberania de Deus e a necessidade de arrependimento. Esta preferência pela “solução rápida” em detrimento da verdade substancial é estatisticamente verificável. O resultado deste evangelho diluído é a confusão doutrinária generalizada.

A pesquisa “State of Theology” (Estado da Teologia), realizada pelo Ligonier Ministries e LifeWay Research, revela dados chocantes.  

A pesquisa de 2024, por exemplo, mostrou que 48% dos evangélicos professos nos EUA concordaram que “Deus aprende e se adapta às diferentes circunstâncias” (negando a onisciência).

Pior, 56% concordaram que “Deus aceita a adoração de todas as religiões, incluindo o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo” (negando a exclusividade de Cristo).

E 43% concordaram com a heresia ariana de que “Jesus foi um grande mestre, mas não era Deus”.

Por que isso acontece? Porque é difícil aceitar um Deus das Escrituras, soberano, onisciente e exclusivo, que exige arrependimento e a cruz. O cristianismo moderno quer um deus adaptável, inclusivo e que é apenas um “mestre” é fácil. É uma “solução rápida” teológica. A pesquisa de grupos como Barna e LifeWay têm mostrado uma tendência alarmante: a maioria dos cristãos professos gasta minutos (ou segundos) em mídias sociais de fé, mas relata dificuldade em dedicar tempo à leitura bíblica profunda ou à oração silenciosa. Estamos sendo condicionados a preferir o sensacionalismo ao substancial. O evangelho sem cruz não exige nada de você, exceto um “ato” de fé superficial, e é por isso que ele é a “chaminha” mais perigosa de todas.

c) Análise Estatística e Cultural: O Vazio do Substancial

Pesquisas de grupos como Barna e LifeWay têm mostrado uma tendência alarmante. A maioria dos cristãos professos gasta minutos (ou segundos) em mídias sociais de fé, mas relata dificuldade em dedicar tempo à leitura bíblica profunda ou à oração silenciosa. Estamos sendo condicionados a preferir o sensacionalismo ao substancial.

  1. A Grande Lacuna da Prática: A tese é que, embora a maioria dos cristãos professos mantenha crenças ortodoxas, seu comportamento devocional diário não reflete essas crenças. Há uma lacuna crescente entre o que acreditamos (o substancial) e o que praticamos (o sensacionalista ou superficial).
  2. A Realidade da Leitura Bíblica Profunda (O Substancial em Declínio): A leitura bíblica profunda é a principal disciplina para a “renovação da mente” (Romanos 12:2). Os dados mostram um declínio acentuado.

Segundo dados do Barna Group (Estudos “State of the Bible”), em seu relatório de 2024, apenas 10% dos adultos americanos foram classificados como “Engajados com a Bíblia” (leem 4+ vezes por semana e acreditam que ela é a Palavra de Deus). Mesmo entre os “Cristãos Praticantes“, apenas 35% leem a Bíblia diariamente.

Também segundo dados da LifeWay Research, em um estudo de 2019, confirma-se uma lacuna: 90% dos frequentadores de igreja concordam que “é importante para mim ler a Bíblia diariamente”. No entanto, apenas 32% relataram que de fato liam a Bíblia todos os dias. Pior: 55% dos frequentadores regulares da igreja abrem suas Bíblias uma vez por semana (provavelmente apenas no culto), ou nem isso.

iii) As Razões para Não Ler (A Dificuldade): Por que as pessoas não leem? O relatório “State of the Bible 2024” de Barna nos dá as respostas. Elas não dizem que é “irrelevante”. Elas dizem que é “difícil”: O substancial é visto como demorado e difícil:

25% dizem: “Eu não tenho tempo / estou muito ocupado”.

15% dizem: “Eu não sei por onde começar”.

14% dizem: “Eu acho [a Bíblia] confusa ou difícil de entender”.

  1. A Realidade da Oração Silenciosa (O Substancial em Declínio): A oração é a prática de fé mais comum (70-80% dizem que oram). No entanto, a natureza dessa oração é de “soluções rápidas”. A vasta maioria é de petição. Práticas como a oração contemplativa ou o silêncio são praticadas por uma minoria muito pequena (menos de 20%). A oração como transação é comum. A oração como comunhão silenciosa é rara.

4. A Realidade da Mídia Digital e do Sensacionalismo (A Ascensão):

Conforme levantamento da DataReportal, em 2024, o usuário médio global de internet gasta 6 horas e 40 minutos por dia online. Desse tempo, a média gasta em mídias sociais é de 2 horas e 23 minutos por dia. Isso equivale a 16 horas e 41 minutos por semana em mídias sociais. O cristão médio que lê a Bíblia 15 minutos por dia gasta 1 hora e 45 minutos por semana. A proporção é de quase 10 para 1.

  1. Fome pelo “Sensacional” e o “Megaevento“: está acontecendo um êxodo congregacional: a fuga das “reuniões ordinárias” em busca de “megaeventos”.

A Teologia da “Igreja Shopping“: Pesquisas sociológicas sobre megaigrejas (como as do Hartford Institute for Religion Research) mostram que um dos principais atrativos das megasigrejas é a qualidade da produção, a música profissional e a pregação carismática e motivacional. O modelo de “excelência” muitas vezes se traduz em uma experiência de alta qualidade, mas passiva, semelhante a um show ou entretenimento.

  1. O Evangelho dopamina – O Vício em “Picos“: A neurociência (como explorado por Dra. Anna Lembke) explica isso como um ciclo de dopamina. As luzes, a música alta, as batidas crescentes e as mensagens de pico emocional (o “sensacionalismo”) fornecem uma recompensa de dopamina mais rápida e intensa do que a recompensa de longo prazo e baixo estímulo de uma oração silenciosa ou de um estudo bíblico exegético. Essas “chaminhas” são picos de dopamina. Como a Dra. Anna Lembke (Stanford) detalha em Nação Dopamina, nosso cérebro está sendo reconfigurado por “picos” de recompensa baratos e constantes.

As “chaminhas” da espiritualidade rasa são desenhadas para sequestrar nosso sistema de recompensa. Elas dão uma sensação imediata de “revelação” ou “bem-estar” (o “arrepio” do show) sem o custo do discipulado, criando um vício em experiências máximas e um tédio com o ordinário.

A conclusão que os dados confirmam não é que os cristãos sejam maus; é que estão condicionados.  Há um declínio do substancial (Frequência da Escola Bíblica, leitura devocional, oração e jejum) e uma ascensão do sensacionalismo (mídia social, megaeventos).  Estamos sendo reconfigurados para preferir as “chaminhas” em detrimento do fogo profundo do Espírito Santo. Estamos contrariando o ensino de (1 Tessalonicenses 5.19): não apagueis o Espírito.

Conclusão: O Discernimento em Tempo de Neblina

Amados irmãos, nossa descida ao pântano do Inferno nos trouxe uma revelação crucial para os nossos dias. Estamos cercados por “chaminhas” sedutoras, luzes falsificadas que prometem satisfação rápida, sucesso material e uma espiritualidade sem custo. Como Dante, corremos o risco de sermos enganados pela arquitetura da malícia que permeia nossa cultura digital e, tragicamente, parte da nossa própria igreja.

A advertência de Virgílio ressoa: a resposta de Deus está lá, mas a “fumaça do pântano” de nossas paixões descontroladas e de nossa preferência pelo entretenimento pode nos cegar. Não podemos combater o erro com ignorância, nem a superficialidade com mais barulho. A única defesa é a verdade sólida, a sã doutrina que não muda com os algoritmos.

Portanto, que nossa oração final seja a do salmista, um pedido por clareza e firmeza em meio à confusão: “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei.” (Salmo 119:18). E que, rejeitando as luzes artificiais que apenas distraem, possamos fixar nosso olhar na única Luz verdadeira, Jesus Cristo, que não veio para nos entreter, mas para nos salvar. Amém.

 

[1] A Rede Fantasma: Discernimento na Era da Falsa Luz

(Um Sermão Exaustivo, Acadêmico e Multidisciplinar sobre Inferno, Canto VIII, 1-12)

Referência Principal: Dante Alighieri, Inferno, Canto VIII, 1-12 Textos Auxiliares: 2 Coríntios 11:14; João 1:9; 2 Coríntios 10:5; 2 Timóteo 4:3-4; Salmo 119:105; Provérbios 11:14; Efésios 4:30-31; Tiago 5:16; 1 Reis 19:12; 1 João 4:1-3; Mateus 7:15-16; João 8:12

[2] O mindset milionário é um padrão de pensamentos focados na riqueza material. A ideia é atrair a abundância a partir de um estado mental específico. Esse conceito faz parte de filosofias milenares e é usado até hoje por algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mercado

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